Em filiação ao Podemos, Moro fala em projeto contra extremos

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Os feitos da operação Lava Jato foram constantemente citados, mas ele também focou na Economia, com defesa da responsabilidade fiscal.

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro pregou união de todos os brasileiros durante cerimônia de filiação ao Podemos nesta quarta-feira , 10 de Novembro.

No evento em que foi lançado como pré-candidato à Presidência da República, disse querer recuperar a ideia de que “somos todos irmãos”.

“Meu nome sempre estará à disposição”, afirmou sobre candidatura a presidente.

“Há outros bons nomes que tem se apresentado. Em aceno às candidaturas da chamada 3ª via, disse: “Para que o país possa escapar dos extremos das mentiras e do retrocesso, todos sabemos que uma hora teremos que nos unir em torno de um projeto”.

A cerimônia contou com cerca de 400 pessoas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, além de autoridades e políticos. Em fala durante o evento, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) lançou o nome de Moro ao Planalto.

O discurso de Moro foi pautado pela sua experiência como magistrado e ministro da Justiça. Os feitos da operação Lava Jato foram constantemente citados, mas ele também focou na economia, com defesa da responsabilidade fiscal. Citou o preço da gasolina, a alta dos juros, o desemprego. “O país se encontra num rumo errado”, afirmou. Disse, ainda, que seu projeto envolve erradicar a pobreza no Brasil, por meio da criação de uma força-tarefa permanente.

Os pilares da proposta que diz estar criando envolvem:

Fim da polarização;
Erradicar a pobreza;
Defesa do livre mercado;
Privatização;
Liberdade de imprensa;
Reformas;
Educação;

• Reformas;
• Educação;
• Combate à corrupção.

Moro afirmou que a condição do Brasil impede a adoção de um “capitalismo cego”. “Nosso senso de justiça, os valores cristãos, exigem que as grandes desigualdades econômicas sejam superadas”, disse.

O ex-ministro afirmou que nunca foi político, e que se dedicou a fazer justiça. aplicando a lei. Apoiou a necessidade de aumentar o valor do Auxílio Brasil ou do Bolsa Família, que, segundo ele, são programas “importantes para combater a pobreza”. No entanto, condenou o furo no teto de gastos e o “calote” nas dívidas, aprovados na PEC dos Precatórios pela Câmara na terça-feira, 09 de Novembro.

Em referência ao presidente Jair Bolsonaro, disse ser falsa a narrativa de que se acabou com a corrupção. “E mentira dizer que acabou a corrupção, quando, na verdade, se enfraqueceram os instrumentos para combatê-la.”

No tema do combate à corrupção, defendeu a autonomia do MP (Ministério Público), o fim do foro privilegiado e da reeleição para cargos no Poder Executivo. Sobre a última disse ser uma experiência fracassada no país

O ex-ministro disse que seu projeto não é só de um partido, mas de construção de
país, aberto à adesão de outras siglas e a ser composto por empresários e trabalhadores. Disse não ser um projeto só para combater a corrupção, mas de construção “de todos os sonhos perdidos”.

De sua passagem no governo Jair Bolsonaro, frisou o combate à corrupção, dizendo que não assumiu o Ministério da Justiça por “poder” ou “prestígio”, mas por acreditar na missão. “Meu objetivo era melhorar a vida das pessoas por meio de trabalho técnico, principalmente reduzindo a corrupção e outros crimes. Sobre a pandemia, prestou homenagens às vítimas da covid, e fez acenos para médicos, enfermeiros e cientistas, que segundo ele, são “os verdadeiros heróis”
“Nunca vou abandonar o Brasil. Ao ver esse auditório, tenho certeza que não estou sozinho. Voltei ao Brasil para ajudar a construir um projeto que é de muitos. Ninguém existe só para si mesmo. Para isso resolvi entrar na vida política, e filiar-me ao Podemos.